São essas paredes e as memórias que existem nelas. São elas que me deixam sem ar. As janelas abertas me sufocam, pois eu sei que o que já lá fora é o mesmo daqui de dentro. Sou eu.
Eu em todas as esquinas, em todas as folhas, no vento. Eu sei que tudo lá fora não é nada mais do que eu mesma.
Todo o ar está pesado e cheio de tristeza, de angústia, de dor. Meus fantasmas saíram da minha mente e me perturbam em forma de sombras. Tenho medo. Medo de perder as forças. Mas que forças? Forças de me esconder? Porque parece isso...
Parece mesmo um animal agonizante... liberdade. Ser livre de quê? Acredito que deixei me prenderem. Sou como ovelha em direção ao matadouro. Sou aquela que tem o fígado devorado todos os dias.
Estou perdendo a sanidade. Dói tanto. Não deveria mais doer, mas parece que não gritar fazer doer mais. Estou cansada. Cansada desse jogo sujo, dessa pressão, ou melhor dizendo, opressão. Parece que tudo me comprimi, me aperta, me aprisiona. Sou claustrofóbica e tudo o que vejo são as paredes se fechando sobre mim.
As paredes! Mais uma vez as paredes! Vou riscar nelas meu pedido de socorro. E a tinta é vermelha, quente, viva. Viva até os segundos que começar a morrer. A gente morre. O segredo é aprender a morrer. O problema é que nem sabemos direito o que é a morte. Não sabemos nada. A gente só pensa que sabe.
Não o que há saber, pois nada existe. Não existe paredes. Não existe medo. A dor então, nem se fale. Mas então por que, me digam, por que tudo isso soa tão real?
Será que se eu fechar os olhos, mas fechar mesmo, será que tudo volta a ser do jeito que deveria ser? Daquele jeito que nunca foi?
2 Comentários:
De um jeito imaginário?!
De um jeito sonhado?!
De um jeito idealizado?!
Não sei... Só sei que o que vejo, não é o que eu gostaria de ver... =)
Lindo texto...
Bjs...
Eu gostei mtu do texto, mas não sei o q falar. Portanto não falerei nada.
bjoo
Postar um comentário