quinta-feira, 2 de junho de 2011
Poesia de Rua
Era poeta de rua e o gostava de ser.
Escrevia nos muros, calçadas e marquizes.
Arriscava a vida por uma fachada alta
e não resistia nem a placas de sinalização.
Em cada banco de praça, cada esquina, cada orelhão
Era tudo cheio de versos, rimas estrofes, paixão.
Era poeta moderno,
desses a frente de seu tempo.
Inovava nas tintas, comprava mais spray
e até tentava refrões,
só que isso era coisa de música e ele...
Bem, ele curtia mesmo era a poesia.
Mas o que acontece com artistas vanguardistas
é que eles não são compreendidos
e naquela semana já era a segunda vez que o pegavam.
Ora, como podia?!
Como podia, ele escrever tão bem e ter sua obra,
sua preciosa,
chamada de vandalismo?
Como podia sua bela criação
ser tratada como uma mera pichação?
Ele era poeta de rua...
Pena que ninguém sabia.
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1 Comentários:
Em grande maioria das vezes esse tipo de arte é incompreendida por muitos...
Eu acho bonito o grafite...
Inclusive tenho amigos dessa área e que são muito talentosos... =)
Bjs!
Belo texto...
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